Formação Gratuita online
40 horas por turma
3 turmas
180 participantes
Parceria MDHC, SNDPD e ISV
Justiça Restaurativa aplicada à inclusão, acessibilidade e garantia de direitos.
A Formação em Justiça Restaurativa para Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência é realizada pelo Instituto Sophia Vercelli em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A iniciativa capacita profissionais, lideranças comunitárias, educadores, integrantes da rede de garantia de direitos e organizações da sociedade civil para atuar com método, escuta qualificada, dignidade, participação e reparação.
Estrutura Oficial
3 turmas de 60 participantes
4 encontros teóricos de 2h por turma
2 vivências restaurativas de 4h por turma
Plataforma acessível com trilha assíncrona


Proposta central
Uma formação para quem precisa intervir em contextos reais de exclusão, conflito e garantia de direitos.
O curso articula direitos humanos, linguagem mediadora, acessibilidade, desenho universal, cultura generativa, laboratórios práticos e vivências restaurativas para formar agentes capazes de operar com densidade conceitual e aplicabilidade institucional.
Visão geral
Uma formação interdisciplinar para fortalecer promoção, proteção e defesa dos direitos da pessoa com deficiência.
O curso foi estruturado para oferecer formação online acessível, com base na perspectiva biopsicossocial da deficiência e na aplicação da Justiça Restaurativa em contextos comunitários, educacionais, institucionais e organizacionais.
Objeto oficial
Capacitar para atuação em inclusão, acessibilidade e garantia de direitos.
O projeto promove capacitação de profissionais, lideranças comunitárias, integrantes de coletivos sociais e membros da sociedade civil para atuação em ações de promoção da inclusão, acessibilidade e garantia de direitos das pessoas com deficiência.

Público direto
180 participantes em
brangência nacional.
Formato
Formação online, com atividades assíncronas e encontros síncronos.
Objetivo geral
Fortalecer respostas inclusivas, acessíveis e restaurativas nos territórios.
Certificação
Frequência mínima de 75% nas atividades síncronas e entrega de atividade reflexiva.
Parceria institucional
Ministério, Secretaria Nacional e Instituto Sophia Vercelli unidos pela inclusão e garantia de direitos.
Mais do que oferecer um curso, a parceria entre o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e o Instituto Sophia Vercelli promove uma formação fundamentada em evidências, direitos humanos e experiência prática. O ISV responde pela execução do projeto, com consistência metodológica e aplicação da Justiça Restaurativa em contextos inclusivos.
Por que esta formação importa
Quando a linguagem exclui, o conflito se agrava. Quando a escuta se qualifica, a transformação começa.
Apesar dos avanços normativos, pessoas com deficiência ainda convivem com barreiras culturais, atitudinais e institucionais que limitam participação plena, autonomia e acesso
a direitos. A ausência de formação específica em mediação de conflitos e práticas restaurativas sensíveis à deficiência contribui para a perpetuação de ciclos de exclusão e invisibilidade.

Responsabilidade institucional
O projeto é realizado pelo Instituto Sophia Vercelli em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A Prof.ª Dra. Carla Boin exerce a coordenação técnica da formação.
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Atuação orientada pela visão biopsicossocial da deficiência.
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Experiência com projetos de Justiça Restaurativa, cuidado de cuidadores e fortalecimento de vínculos.
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Histórico de articulação com políticas públicas, rede comunitária e garantia de direitos.
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Compromisso com acessibilidade, desenho universal e disseminação de metodologias inclusivas.

Coordenação técnica
Profª Dra. Carla Boin
Referência nacional em Justiça Restaurativa e Mediação, com trajetória acadêmica e institucional diretamente vinculada à formação, à pesquisa e à difusão de práticas restaurativas.

Doutora pela Faculdade de Direito da USP e pós-doutora pela Universidade de São Paulo, onde atua como pesquisadora do Diversitas - Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos.
Professora do Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e coordenadora do NUJUR DIVERSO USP - Núcleo de Justiça Restaurativa, Diversidades e Saberes Orais.
Sua participação qualifica tecnicamente a formação e conecta o curso a uma leitura contemporânea, crítica e aplicada da Justiça Restaurativa em diálogo com direitos humanos, diversidade, inclusão, governança ética e transformação institucional.
Parceria institucional
Ministério, Secretaria Nacional e Instituto Sophia Vercelli unidos pela inclusão e garantia de direitos.
Prática restaurativa atua antes do dano consolidado
A lógica restaurativa não se limita à apuração posterior. Ela intervém nas condições que geram ruptura, discriminação, medo institucional e deterioração dos vínculos.
Cultura generativa, conceito desenvolvido pela Profª Dra. Carla Boin como deslocamento de paradigma
O conflito deixa de ser tratado apenas pela lógica do controle e passa a ser enfrentado por uma cultura que sustenta cuidado, saber, corresponsabilidade e produção de pertencimento.
O feminino como princípio relacional
Na formulação da palestrante, o feminino não é um tema restrito a gênero, mas uma forma de organizar relações, poder e cuidado, ligada à capacidade de gerar, escutar, integrar e sustentar vínculos.
Advocacia, governança
e NR-1
A formação também conversa com compliance, riscos psicossociais e inovação jurídica, apresentando a Justiça Restaurativa como racionalidade relacional capaz de prevenir agravamentos e reorganizar ambientes.
Grade curricular
Uma trilha em cinco módulos, com progressão pedagógica do fundamento à aplicação prática.
O desenho da formação parte dos fundamentos teóricos e históricos da mediação e da Justiça Restaurativa, avança para linguagem, diversidade e cultura generativa e culmina em laboratório prático com simulações, estudos de caso e vivências supervisionadas.
40h
Carga total
por turma
24h
Videoaulas, leituras complementares e atividades reflexivas.
16h
4 encontros teóricos de2 horas e 2 vivências restaurativas
de 4 horas.
03h
Turmas de 60 participantes,
totalizando 180 pessoas capacitadas.
02h
Produtos de disseminação: Ebook e Guia Digital em PDF acessível e página web.
Módulo 1
Fundamentos e historicidade da mediação e da Justiça Restaurativa
Base conceitual, histórica, normativa e metodológica da formação com foco nos direitos da pessoa com deficiência.
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Raízes históricas, princípios, valores, cuidados e princípio do não saber.
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Política pública de tratamento adequado de conflitos e normativas relacionadas
ao tema.
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Mediação avaliativa, Escola de Harvard, circular narrativa, transformativa e processos circulares.
Módulo 2
Teoria do conflito, linguagem mediadora e prevenção de discriminações
Leitura relacional do capacitismo, da violência simbólica e das narrativas que naturalizam exclusão.
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Conflitos estruturais, discriminação, jogos de linguagem e comunicação não violenta.
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Escuta empática, reconhecimento da voz e protagonismo de pessoas com deficiência.
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Protocolos de linguagem mediadora, ética relacional e corresponsabilidade institucional.
Módulo 3
Semiótica, diversidade e comunidades tradicionais
Ampliação do repertório sobre signos, escuta, diversidade humana e não humana e convivência plural.
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Estudos de signos, perspectivismo, multiculturalismo e diversidade como missão.
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Ações afirmativas, responsabilidade social e compromisso com a ética.
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Valorização do humano em rede, natureza, ODS e ESG.
Módulo 4
Cultura generativa e o feminino: metodologias restaurativas
para inclusão social
Circularidade, pertencimento, cuidado e interseccionalidade como base para promoção de convivência e inclusão radical.
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Feminino ancestral como princípio relacional, mediação transformativa e processos circulares.
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Comunidade, acessibilidade, inclusão, mulheres com deficiência e violência interseccional.
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Simulações, redesign institucional e indicadores de mudança relacional.
Módulo 5
Laboratório prático de Justiça Restaurativa
Aplicabilidade supervisionada para contextos concretos de exclusão escolar, acesso a direitos, saúde, trabalho e reparação de danos.
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Simulações práticas de mediação e restauração, com foco nos direitos da pessoa com deficiência.
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Estudos de caso em escolas inclusivas, saúde, reabilitação, espaços públicos e ambientes laborais.
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Protocolos sensíveis à deficiência, indicadores de reparação e responsabilidade coletiva pela inclusão.
Metodologia
Teoria, plataforma acessível, encontros ao vivo, vivências reais e sistematização de resultados.
A formação foi concebida para desenvolver competências práticas de reconhecimento de violações, identificação de barreiras, promoção de escuta qualificada, mediação inclusiva e construção de respostas restaurativas em contextos institucionais e comunitários.
Trilha assíncrona
Videoaulas, materiais de leitura, atividades reflexivas e aprofundamento em plataforma digital acessível.
Encontros síncronos
Quatro encontros teóricos de 2 horas por turma, voltados a discussão, aprofundamento e articulação conceitual.
Vivências e laboratório
Duas vivências restaurativas de 4 horas por turma, com participação de pessoas com deficiência e/ou familiares.
Meses 1 - 3
Desenvolvimento pedagógico, revisão de conteúdos e estruturação da plataforma.
Meses 2 - 4
Divulgação, mobilização, inscrições e formação das turmas
Meses 4 - 10
Execução sucessiva das três turmas, com monitoramento e avaliação contínuos.
Meses 5 - 12
Vivências supervisionadas, Ebook, Guia Digital, sistematização e evento de encerramento.
Público e resultados
Uma formação pensada para quem atua, decide, cuida, educa, media e transforma contextos sociais.
O que a formação desenvolve
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Leitura técnica do conflito e identificação de barreiras atitudinais e institucionais.
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Linguagem mediadora e restaurativa para prevenir estigmatização e ampliar dignidade.
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Mediação sensível à deficiência e construção de respostas restaurativas em territórios reais.
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Multiplicação de metodologias inclusivas em redes, serviços, organizações e comunidades.
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Profissionais da rede de garantia de direitos
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Educadores, gestores e equipes escolares
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Assistentes sociais, psicólogos e pedagogos
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Lideranças comunitárias e coletivos sociais
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Organizações da sociedade civil
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Pessoas com deficiência, familiares e cuidadores
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Integrantes do sistema de justiça
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Estudantes e pesquisadores do tema
O curso forma repertório para aplicação em escolas, serviços, organizações, comunidades, sistema de justiça e políticas públicas, fortalecendo redes comprometidas com inclusão, escuta e garantia de direitos.
Legado do projeto
A formação não termina no curso: ela produz materiais, registros e capacidade de multiplicação.
Rede de multiplicadores
Fortalecimento de participantes capazes de aplicar práticas restaurativas inclusivas em seus territórios, mantendo troca de experiências, continuidade de vínculos e replicação da metodologia.
Guia Digital
Principal produto de disseminação do projeto, com orientações passo a passo, adaptações metodológicas, estudos de caso e relatos das vivências, em PDF acessível e versão web.
Ebook
Material de referência teórico-prático produzido a partir dos conteúdos do curso e dos aprendizados acumulados nas três turmas, com linguagem acessível e distribuição gratuita.